sexta-feira, 14 de maio de 2010

Qual é o seu papel no mundo?


Olá queridos amiguinhos!

Já estava ficando com saudades de gastar o pouco do meu precioso tempo redigindo palavras que serão lidas por uma pá de pessoas legais e bonitas! =D

Pronto, agora que já fiz a média com vocês, vamos direto ao assunto: qual é o papel do designer no mundo?

Sério, já pensaram nisso? Por que tipo, o papel de um médico no mundo é salvar vidas. O papel de um professor é levar educação às pessoas. O papel de um político é fu*** com a nossa vida. O papel de um advogado é fazer com que o político que fu*** com a nossa vida fique fora da cadeia, e assim por diante.

Mas, e o designer? Qual é o papel do designer nesse mundão véio sem porteira?

Partindo do pressuposto que quem escreve nessa bagaça sou eu, o que me torna dono absoluto da pauta a ser discutida, vou dar a minha opinião, que como sempre é totalmente tendenciosa e egocêntrica: o papel do designer é tornar a vida das pessoas mais simples. Simples assim, ou não.

Tenho poucas certezas na vida (uma delas é que o Kleberson não deveria ter sido convocado para a seleção pelo o anão preferido da Branca de Neve), mas de uma coisa que eu tenho total segurança é que a preguiça move o mundo.

Desde à roda até o Ipod, as coisas são fabricadas para tornar a vida das pessoas mais fáceis. Eu imagino um cientista tendo que se levantar do sofá, depois do almoço, para trocar de canal e pensando “bem que um puto poderia criar um jeito de mudar de canal sem ter que se levantar do sofá, né?”. Ou um inventor atrasado para o trabalho no seu primeiro dia no emprego pensando “bem que poderiam inventar um telefone que eu pudesse levar comigo...". E quem foi que projetou essas coisas? Sim, senhoras e senhores, nós designers. Claro que você não projetou a roda ou o Ipod, ou o controle remoto, ou o celular, mas você pegou o espírito da coisa, né?

Produtos nascem da necessidade do ser humano de tentar fazer o menor esforço possível para conseguir que as coisas que eles querem aconteçam.

E tornar a vida das pessoas mais simples não é um conceito tratado apenas em design de produto. Quer um exemplo? Você, querido leitor, acha fácil identificar as informações nesse cartaz?


Simplicidade é um conceito muito subestimado, na ânsia de tornar um produto super-hiper-mega-fodástico o designer geralmente cai na armadilha de enfeitar tanto a coisa, que o motivo primordial do produto se esvai. O simples é muitas vezes vista de forma pejorativa, mal acabada, principalmente por clientes de mente tão curta quanto a vida de uma mosquito.

Há uma frase muito citada por designers, que certamente você já ouviu falar (se não, vai ler agora), que é “no design, menos é mais”. E eu completo afirmando que fazer algo simples é muito complexo. É sim possível fazer uma coisa simples, mas com o designer arrojado, taí a roda e o Ipod que não me deixam mentir.

Você, caro amiguinho designer, aspirante a designer, curioso ou simpatizante, tem que colocar uma coisa nesse seu rancho de piolho: um produto é desenvolvido para um objetivo, e esse objetivo tem que ser alcançado de forma rápida por aquele que vai utilizá-lo.

Vai fazer um cartaz? Torne a informação que quer passar fácil de ser lido e entendido.

Quer fazer um produto? Torne-o intuitivo ao uso, não faça o usuário se confundir sobre pra que serve aquele trambolho.

Quer fazer um site? Deixe as informações principais fáceis de serem encontradas e com uma navegação simples e natural.

No fim, seu objetivo é sempre tornar a vida das pessoas mais simples. Você não salva vidas, mas um bom design salva. Você não fo** com a vida das pessoas, mas um mau design pode.

Save the design, save the world.

E por hoje é só pessoal.

Elton R. Vieira | @EltonRVieira

ps.: a confecção desse artigo foi ao som de Aerosmith – O yeah! Ultimate. =D

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